terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Jesus já nasceu para os pequenos da Casa da Criança


Devido às férias escolares, a comemoração natalina chegou antes à Casa da Criança. Nessa segunda, às 19h, no Centro Pastoral São Francisco, realizou-se a Celebração Eucarística do Natal das meninas e meninos assistidos pela Casa da Criança de nossa cidade.

Preparada com muito carinho pelas Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora de Fátima, professoras e funcionários da entidade, a missa foi presidida pelo pároco, Padre Vanir Ramos Barbosa

Sob a regência da professora de canto Beth Ribeiro, as belas músicas ganharam brilho e acordes especiais nas suaves e harmoniosas vozes infantis.

Antes da bênção final, algumas crianças transformaram-se em lindas personagens de um  maravilhoso presépio vivo, o mais original e significativo símbolo natalino, criado por São Francisco, que permanece nos lares cristãos revelando a pessoa mais importante do Natal, de Jesus Cristo.

Nossos cumprimentos às irmãs, professores e funcionários da Casa da Criança por tão bela realização!

Fotos gentilmente enviadas pela professora Luciana Ribeiro



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Participe da Campanha para a Evangelização 2012


Unidos às paróquias e comunidades de todo Brasil estamos em plena Campanha para a Evangelização, que tem como objetivo despertar o compromisso dos cristãos para com a evangelização e a sustentação de pastorais em todo o país.

Com o lema “Eu vi e dou o testemunho: Ele é o filho de Deus” (Jo: 1,34), a Campanha iniciou-se no Domingo de Cristo Rei e segue até o 3º Domingo do Advento, associando a Encarnação do Verbo e o nascimento de Jesus à missão permanente da Igreja, que é evangelizar.

O slogan da Campanha neste anos é “Evangeli.Já”, uma derivação da palavra evangelizar. “O termo também mostra urgência e leva as pessoas a refletirem, fora de um lugar comum”, explica o secretário executivo das Campanhas da Fraternidade e para Evangelização, padre Luiz Carlos Dias.

Coleta Nacional

A coleta desta campanha acontece no 3º domingo do Advento, 16 de dezembro, em todo o país. O valor angariado constitui o Fundo para a Evangelização e apoia as estruturas da Igreja e a atividade evangelizadora. Do total arrecado com a Campanha para a Evangelização, 45% são destinados a cada diocese, 20% ao Regional da CNBB e 35% à CNBB Nacional. Participe!

                                                                           Com informações da CNBB - www.cnbb.org.br

Um belo símbolo cristão

A Coroa de Advento

A Coroa de Advento, desde seu surgimento, tem um sentido especificamente religioso e cristão: anunciar, principalmente às crianças, a chegada do Natal, preparar as pessoas para a celebração do Nascimento de Jesus e suscitar a oração comunitária, mostrando que a verdadeira luz é Jesus Cristo, o Deus da Vida que nasce para para dar vida ao mundo. A família e os templos são lugares apropriados para sua colocação.

É uso antigo pendurar uma guirlanda - coroa sem as velas - na porta das casas. Laços vermelhos substituem as velas indicando os quatro pontos cardeais. Nas igrejas, ficam geralmente junto ao ambão, a mesa da Palavra. Em cada domingo do Advento se acende uma vela. Hoje está presente em escolas, hotéis, casas de comércio, nas ruas e nas praças. Tornou-se mesmo enfeite natalino. Já não se pode pensar em tempo de Advento sem a coroa com suas quatro velas.

Simbolismo

Pelo fato de se tratar de uma linguagem simbólica, a Coroa de Advento e seus elementos podem ser interpretados de diversas formas. Desde a sua origem ela possui um forte apelo de compromisso social, de promoção das pessoas pobres e marginalizadas. Trata-se de acolher e cuidar da vida onde quer que ela esteja ameaçada. Podemos dizer que a Coroa de Advento constitui um hino à natureza que se renova, à luz que vence as trevas, um hino a Cristo, a verdadeira luz, que vem para vencer as trevas do mal e da morte. É, sobretudo, um hino à vida que brota da verdadeira Vida.

Simbolismo de cada um de seus elementos

Círculo

A coroa tem a forma de círculo, símbolo da eternidade, da unidade, do tempo que não tem início nem fim, de Cristo, Senhor do tempo e da história. O círculo indica o sol no seu ciclo anual, sua plenitude sem jamais se esgotar, gerando a vida. Para os cristãos este sol é símbolo de Cristo.

Desde a Antiguidade, a coroa é símbolo de vitória e do prêmio pela vitória. Lembremos a coroa de louros, a coroa de ramos de oliveira, com a qual são coroados os atletas vitoriosos nos jogos olímpicos.

Ramos verdes

Os ramos verdes que enfeitam o círculo costumam ser de abeto ou de pinus, de ciprestes. É símbolo nórdico. Não perdem as folhas no inverno. É, pois, sinal de persistência, de esperança, de imortalidade, de vitória sobre a morte.

Para nós no Brasil este elemento é um tanto artificial e, por isso, problemático, menos significativo, visto que celebramos o Natal no início do verão e com isso não vivenciamos esta mudança da renovação da natureza. Por isso, a tendência de se substituir o verde por outros elementos ornamentais do círculo: frutos da terra, sementes, flores, raízes, nozes, espigas de trigo.

Para enfeitar a coroa usam-se também laços de fitas vermelhas ou rosas, símbolo do amor de Jesus Cristo que se torna homem, símbolo da sua vitória sobre a morte através da sua entrega por amor.

Deste modo, nas guirlandas penduradas nas portas das casas, os laços ocupam o lugar das velas. Lembram os pontos cardeais, a cruz de Cristo, que irradia a luz da salvação ao mundo inteiro.

Velas

As quatro velas indicam as quatro semanas do Tempo do Advento, as quatro fases da História da Salvação preparando a vinda do Salvador, os quatro pontos cardeais, a Cruz de Cristo, o Sol da salvação, que ilumina o mundo envolto em trevas. O ato de acender gradativamente as velas significa a progressiva aproximação do Nascimento de Jesus, a progressiva vitória da luz sobre as trevas.Originariamente, a velas eram três de cor roxa e uma de cor rosa, as cores dos domingos do Advento. O roxo, para indicar a penitência, a conversão a Deus e o rosa como sinal de alegria pelo próximo nascimento de Jesus, usada no 3º domingo do Advento, chamado de Domingo “Gaudete” (Alegrai-vos).

Existem diferentes tradições sobre os significados das velas. Uma bastante difundida: a primeira vela é do profeta; a segunda vela é de Belém; a terceira vela é dos pastores; a quarta vela é dos anjos.

Outra tradição vê nas quatro velas as grandes fases da História da Salvação até a chegada de Cristo. Assim:
a primeira é a vela do perdão concedido a Adão e Eva, que de mortais se tornarão seres viventes em Deus; a segunda é a vela da fé dos patriarcas que creem na promessa da Terra Prometida; a terceira é a vela da alegria de Davi pela sua descendência; a quarta é a vela do ensinamento dos profetas que anunciam a justiça e a paz.

Nesta perspectiva podemos ver nas quatro velas as vindas ou visitas de Deus na história, preparando sua visita ou vinda definitiva no seu Filho Encarnado, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo: o tempo da criação: de Adão e Eva até Noé; o tempo dos patriarcas; o tempo dos reis; o tempo dos profetas.

  Fonte: http://www.franciscanos.org.br (texto com pequenas adaptações formais feitas por este blog)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Curiosidade histórica


O Cônego Benedicto Profício foi o primeiro paraisopolense ordenado sacerdote, o primeiro pároco da Paróquia São José nascido em Paraisópolis e o padre que por mais tempo esteve à frente de nossa comunidade, mais de vinte e quatro anos (26 de junho de 1952 a 6 de janeiro de 1977).

O segundo pároco filho de Paraisópolis foi o Monsenhor João Aparecido de Faria (7 de janeiro de 1977 a janeiro de 1981). Já o Padre Vanir Ramos Barbosa, nascido em Caldas (MG), é o único sacerdote responsável pela direção de nossa paróquia por dois períodos (3 de março de 1983 a fevereiro de 1988 - 10 de janeiro de 2004 até hoje). Sua provisão de pároco vai até 16 de janeiro de 2016).

                           Fonte: O Paraíso de José de Luiz Gonzaga da Rosa. Editora Santuário, 2010

Além de diversas matérias relacionadas a esses sacerdotes, outros interessantes registros históricos estão na obra citada.

Reflexão para seu domingo


A pedra ameaçadora



Ninguém sabia se havia sido um anjo ou um demônio a colocar aquela pedra enorme naquele lugar. Ela estava encostada na montanha, mas podia desprender-se dela a qualquer momento e acabar com boa parte da pequena vila que estava no fundo do vale. Os homens tinham acolhido o desafio de vigiar os movimentos da pedra. Todas as noites, um deles subia ao monte com uma lanterna na mão e ficava observando. Se a pedra saísse do lugar, ele devia avisar a população da vila tocando uma trombeta. Podia chover ou soprar o vento, com a lua no céu ou se caísse neve, um homem vigiava para que todos pudessem dormir em paz. Ficar vigiando a pedra era uma grande fadiga, mas também um orgulho. Na manhã seguinte, aquele homem descia do monte e parecia-lhe que toda a vila estivesse sorrindo para ele, agradecida.

O tempo, porém, passou e trouxe outras satisfações e outros orgulhos. Assim, aos poucos, pareceu inútil aquilo que antes era considerado importante. Havia séculos que a grande pedra estava lá e nunca tinha se mexido, porque deveria cair logo agora? Também, diziam, era tarefa do prefeito pagar um vigia para este trabalho. E o governador? Que ele também ajudasse com o dinheiro público.

Depois de muitas discussões, os homens decidiram suspender o trabalho da vigilância. Não tinha mais graça nenhuma continuar. Nunca é fácil gostar do próprio dever. A não ser que a pessoa encontre nela mesma o gosto daquilo que faz e cada dia renove o seu compromisso. Aqueles homens eram atraídos demais por prazeres exteriores para procurar razões interiores.

Nunca mais ninguém subiu ao monte para conferir. A pedra ainda está lá, mas já desceu um bom metro rumo ao vale.

No início do tempo de Advento, recomeçando o ano litúrgico, somos convidados sempre a ficar atentos e a vigiar. Podemos pensar em coisas pavorosas, mas não é para tanto. Seria suficiente pensar em nossa vida que passa. Ninguém de nós sabe o que nos reserva o futuro. Como sempre serão alegrias e tristezas, momentos bons e momentos difíceis. A nossa vida é uma mistura de tudo isso

Estar atentos, portanto, pode significar simplesmente dar atenção ao que está acontecendo e saber reconhecer a presença do Senhor que veio no meio de nós, mas sempre vem para oferecer o seu amor a todos. Pensamos nas situações da vida, mas também nas oportunidades que ela nos oferece. Pessoas que encontramos pelos caminhos do mundo; gestos e ações de bem, de bondade, paz e justiça que podemos realizar.

Vigiar, diz-nos o evangelho deste domingo, é fazer de tudo para não nos tornar “insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida”. Parece o retrato da nossa sociedade: todos tão atarefados, tão preocupados, correndo o dia todo, porém cada um atrás dos seus interesses, com a sensibilidade e, portanto, com a consciência entorpecida. Acordamos quando acontece algo de grave e de sério para nós. Se depois é questão de dinheiro, somos supersensíveis. Brigamos até o fim. Raramente nos deixamos envolver com as dificuldades dos irmãos. Falar em bem comum é discurso para candidato idealista; poucas vezes é fruto de uma consciência de cidadania unida à vontade de resolver os problemas juntos, assumindo a responsabilidade, também pessoal, de construir uma sociedade mais justa e fraterna.

O mistério do Natal de Jesus nos lembra da sensibilidade de Deus que continua vendo e ouvindo os clamores do seu povo e decide estar ao lado do pequeno e do pobre, de todo ser humano que deixa de lado o orgulho e reconhece a sua finitude. Somente assim acontece o encontro entre o amor de Deus e a nossa sede de amor. Também naquele tempo os insensíveis, seguros de si, não souberam acolher o Salvador. No entanto é com ele, o Senhor que vem, que sempre aprendemos de novo quanto vale ter um coração sensível e amoroso

Ficamos sempre atentos, vigiando para nós e para os outros também, antes que a pedra gigantesca do egoísmo e da insensibilidade nos faça parecer inútil amar. Neste caso, a pedra já teria destruído a nossa vida, porque teria rolado do monte até parar em nosso coração. Talvez sem perceber.

                                                         Dom Pedro José Conti - Bispo de Macapá (AP)
                                                                                                   Fonte: Site da CNBB
                                                                     Ilustração: pegadasinacianas.blogspot.com

sábado, 1 de dezembro de 2012

Águia Pequena

Em cada verso, em cada palavra, quanta sabedoria, quantos ensinamentos! Que a mensagem dessa linda música do Padre Zezinho nos incentive e inspire para voos cada vez mais elevados no seguimento de Jesus!


                                                    Enviado por bobcabralzulliani em 14/01/2011 - www.youtube.com

Que Deus abençoe sempre esse grande sacerdote, que, com seus textos, livros, reflexões, músicas e testemunho de vida, tanto tem nos ajudado a crescer como discípulos e missionários de Jesus Cristo! Se for para maior glória do Senhor e para o crescimento em santidade do Padre Zezinho, que o querido religioso se restabeleça o mais rápido possível!

Leituras do Domingo


2 de dezembro de 2012 - 1º do Advento

1ª Leitura: Jr 33,14-16                     Salmo24,4bc-5ab.8-9.1014                   2ª Leitura1Ts 3,12-4,2

EvangelhoLc 21, 25-28.34-36


Naquele tempo disse Jesus a seus discípulos: Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. Os homens vão desmaiar de medo, só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas. Então eles verão o Filho do Homem, vindo numa nuvem com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; pois esse dia cairá como uma armadilha sobre todos os habitantes de toda a terra. Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem.

Comentário

O trecho do evangelho proclamado neste domingo é a resposta de Jesus à pergunta dos discípulos sobre o fim de Jerusalém: Mestre, quando acontecerá isto e qual o sinal de quando isso vai acontecer? Se a destruição da cidade santa provocou uma crise terrível no imaginário popular, a ponto de pensarem ter chegado ao fim do mundo e da história, Lucas, no entanto, introduz outra percepção: o fim de Jerusalém não é o começo do fim do mundo, mas o final do antigo povo de Deus e o início do tempo das nações. A vinda do filho do homem sobre uma nuvem não é a causa de temor e tremor, mas de consolação por causa da próxima salvação: "Levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima". Um novo povo de Deus colocar-se-á, de pé, lado a lado, com o filho do homem.

Neste contexto de sermos inseridos no novo povo de Deus - é preciso lembrar que Lucas é o evangelista da evangelização de todos os povos -, entendemos a segunda parte do evangelho como conselhos para viver esta proximidade da salvação: "tomai cuidado para que os vossos corações não fiquem insensíveis...". Diante da salvação imediata, é preciso conservar a densidade da existência cristã, marcada por um duplo movimento espiritual: a vigilância e a perseverança na oração. Em vez de esmorecerem, os cristãos devem preparar todos a humanidade para a vinda do Senhor e fazê-la participante da esperança cristã.

Esta profundidade requerida e pedida pelo evangelho não se dará, no entanto, num esforço individual ou numa ascese heróica, mas na acolhida do dom de Deus que vem a nós e que se visibiliza na celebração litúrgica. Quando nos reunimos para escutar a palavra e dar graças a Deus, recebemos o espírito que nos torna vigilantes e nos faz sensíveis às exigências do evangelho. “É na liturgia que floresce o Espírito Santo” – nos lembrava já no século III, Santo Hipólito de Roma. É nela que recebemos a força para viver o advento e levantar nossas cabeças na proximidade de nossa libertação.

                                                               Fonte do Comentário: Site da Revista de Liturgia
                                                                      Ilustração: http://ideeanunciai.wordpress.com