a fraternidade e a paz são o nosso destino
Cada um tem já
um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade. Amando-nos
uns aos outros como Jesus nos amou, oferecemos a nós mesmos essa consciência. É
o mandamento novo: assim antecipamos o céu na terra, revelamos a todos que a fraternidade
e a paz são o nosso destino. Com efeito, no meio de uma multidão de irmãos, no
amor, cada um descobre ser único. Foi o que disse o Papa no Regina Caeli deste
V Domingo do Tempo Pascal.
O Evangelho
proclamado neste domingo introduz-nos no diálogo do Mestre com os seus, durante
a Última Ceia. Em particular, ouvimos uma promessa que nos conecta desde já no
mistério da sua ressurreição. Jesus diz: «Quando Eu tiver ido e vos tiver
preparado lugar, virei novamente e hei de levar-vos para junto de mim, a fim de
que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14, 3).
Com essas
palavras, o Santo Padre comentou o Evangelho deste domingo, 3 de maio, no
Regina Caeli, ao meio-dia, ao rezar com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça
São Pedro para a oração que substitui o Angelus no período pascal.
Neste tempo
litúrgico, tal como a Igreja nascente, ressaltou o Pontífice, recordamos as
palavras de Jesus que revelam todo o seu significado à luz da sua paixão, morte
e ressurreição. O que antes escapava aos discípulos ou lhes causava
perturbação, agora ressurge na memória, aquece o coração e dá esperança.
Os Apóstolos
descobrem que em Deus há lugar para cada um. Dois deles tinham-no experimentado
desde o primeiro encontro com Jesus, junto ao rio Jordão, quando Ele se deu
conta de que o seguiam e os convidou a ficar naquela tarde na sua casa.
Também agora, diante da morte, Jesus fala de uma casa, desta vez muito grande: é a casa do seu Pai e do nosso Pai, onde há lugar para todos. O Filho descreve-se como o servo que prepara os aposentos, para que cada irmão e irmã, ao chegar, encontre o seu pronto e se sinta desde sempre esperado e finalmente encontrado.
O Papa observou
que no mundo antigo em que ainda caminhamos, chamam a atenção os lugares
exclusivos, as experiências ao alcance de poucos, o privilégio de entrar onde
ninguém mais pode. Em vez disso, no mundo novo para onde o Ressuscitado nos
leva, aquilo que tem maior valor está ao alcance de todos. Mas não por isso
perde o seu encanto. Pelo contrário, aquilo que está acessível a todos agora
gera alegria: a gratidão substitui a competição; a acolhida apaga a exclusão; a
abundância já não implica desigualdade.
Acima de tudo,
ninguém é confundido com outra pessoa, ninguém está perdido. A morte ameaça
apagar o nome e a memória, mas em Deus cada um é finalmente ele mesmo. Na
verdade, é este o lugar que procuramos durante toda a vida.
«Tende fé», diz-nos Jesus. Eis o segredo! «Tende fé em Deus e tende fé também em mim». É precisamente esta fé que liberta o nosso coração da ansiedade de obter e de possuir, do engano de perseguir um lugar de prestígio para valer alguma coisa. Cada um tem já um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade. Amando-nos uns aos outros como Jesus nos amou, oferecemos a nós mesmos essa consciência. É o mandamento novo: assim antecipamos o céu na terra, revelamos a todos que a fraternidade e a paz são o nosso destino.
Com efeito, no
meio de uma multidão de irmãos, no amor, cada um descobre ser único, disse por
fim o Pontífice, pedindo, então, a Maria Santíssima, Mãe da Igreja, para que
cada comunidade cristã seja uma casa aberta a todos e atenta a cada um.
__________________________________________________________
Assista:
Raimundo de Lima – Vatican News
_____________________________________________________________________
Fonte: vaticanews.va
Nenhum comentário:
Postar um comentário