quinta-feira, 3 de abril de 2025

Padre Jonas Abib

buscava a santidade radical.

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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Dou o meu testemunho. Conheci muitos pregadores e irmãs que queriam ser santos. E foram. Entre eles Dom Helder, Irmã Dulce e Monsenhor Jonas. Foram mais de 50 entre padres, bispos, religiosos, religiosas e, leigos e leigas que deram precioso testemunho de fé! Entre eles, também o meu mestre de noviços.

Mons. Jonas queria ser santo, não santo canonizado, mas santo para conquistar almas para Cristo. Dizia isto no palco, no púlpito e em acampamentos.

Não tínhamos a mesma visão pastoral, mas ele respeitava a minha e eu a dele. Ele queria salvar almas e eu queria reparar as injustiças do nosso país e onde quer que eu fosse!

Na visão dele, se ele levasse pessoas à santidade elas também seriam justas. Na minha visão, mesmo que eu não conseguisse convencer as pessoas a serem mais santas, se ao menos as convencesse a fazer algum bem, já seria um passo à frente numa sociedade marcada pelo egoísmo.

Ele se baseava em João e eu em Mateus. Ele tinha os seus argumentos e eu os meus! Para mim a mística era reparar e libertar, para ele a mística era louvar e salvar.

Porém, as canções dele e as minhas eram litúrgicas e de motivação para o louvor ou para a solidariedade. Eu admirava o talento dele e ele dizia que admirava o meu.

O barco dele estava em alto mar e não dava mais para voltar. O meu barco também tinha ido para as águas mais profundas e eu cantava que, no meio das procelas, quem estava no leme era Jesus.

Os meninos e as meninas dele cantavam suas propostas, os meus meninos e meninas cantavam as minhas. No começo cantávamos juntos.

Depois era natural que nossos barcos lançassem as redes em lugares diferentes. O mar é grande e cada qual tinha seu jeito de lançar as redes. Mas nunca houve conflito entre nós dois!

Nosso jeito de pescar mudou, mas nunca duvidei da sua fome de santidade. Quando alguém compara nós dois, olho a obra dele e a minha, e não tenho nenhuma dúvida de que o chamado dele era e é mais forte do que o meu!

Isto também é catolicismo! Reconhecer tranquilamente o valor do outro!

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                                                                                         Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Paróquia São José - Paraisópolis (MG):

Horários de missa e outros eventos

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Dia 4 - 1ª Sexta-feira

5h30 - Missa penitencial na Matriz, seguida da Oração das Mil Misericórdias

9h às 11h - 15 às 18h - Atendimento de confissões na Matriz

15h e 19h  Missa na Matriz

19h  Grupo de oração Maranthá na capela da Soledade

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Dia 5 - Sábado

19h  Missa na Matriz

19h  Missa no Centro Pastoral São Francisco

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Dia 6 - 5º Domingo da Quaresma

7h - Missa na Matriz       9h - Missa na Matriz

    11h - Missa da igreja de Santa Edwiges

19h - Missa na Matriz     19h Missa na igreja de Santo Antônio

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Catequese do Papa nesta quarta-feira:

Jesus desce
ao inferno de hoje das guerras e da dor dos inocentes

Na terceira catequese sobre “A Vida de Jesus. Os Encontros”, Francisco reflete sobre a personalidade de Zaqueu. Cristo o encontra em Jericó, "uma cidade abaixo do nível do mar", onde Jesus quer ir em busca daqueles que se sentem perdidos. O publicano, em cuja interioridade Francisco se concentra, é um exemplo daqueles que talvez tenham "feito más escolhas" ou tenham dificuldade em sair de certas situações e sobre os quais quem repousa o olhar misericordioso de Deus.

Audiência Geral na Praça São Pedro (foto de arquivo) (Vatican Media)

O Papa Francisco dedicou sua reflexão, nesta quarta-feira (02/04), a Zaqueu dentro da sequência "A vida de Jesus. Os Encontros", no âmbito do Ciclo de Catequeses para este Jubileu 2025 sobre o tema "Jesus Cristo nossa Esperança".

Nos encontros de Jesus com alguns personagens do Evangelho, Zaqueu ocupa um lugar especial na viagem espiritual do Pontífice.

"O Evangelho de Lucas apresenta Zaqueu como alguém que parece irremediavelmente perdido. Talvez, por vezes, também nos sintamos assim: sem esperança. Zaqueu, em vez disso, descobrirá que o Senhor já o procurava", escreve o Papa.

Jesus continua descendo ao inferno de hoje

De acordo com Francisco, "Jesus desceu até Jericó, uma cidade situada abaixo do nível do mar, considerada uma imagem do inferno, onde Jesus quer ir em busca daqueles que se sentem perdidos".

“Na realidade, o Senhor Ressuscitado continua descendo ao inferno de hoje, aos lugares de guerra, de dor dos inocentes, nos corações das mães que veem morrer seus filhos, na fome dos pobres.”

"Num certo sentido, Zaqueu está perdido; talvez tenha feito algumas más escolhas ou talvez a vida o tenha colocado em situações das quais tem dificuldade de escapar. Lucas insiste em descrever as características deste homem: não é apenas um publicano, isto é, alguém que cobra impostos aos seus concidadãos para os invasores romanos, mas é o chefe dos publicanos, como se dissesse que o seu pecado é multiplicado."

Lidar com as limitações que temos

O Papa escreve que "Lucas acrescenta então que Zaqueu é rico, insinuando que enriqueceu às custas dos outros, abusando da sua posição. Mas tudo isto tem consequências: Zaqueu sente-se provavelmente excluído, desprezado por todos".

"Ao ouvir que Jesus passava pela cidade, Zaqueu sente o desejo de O ver. Não se atreve a imaginar um encontro, bastaria apenas observá-Lo de longe. Mas os nossos desejos também encontram obstáculos e não se realizam automaticamente: Zaqueu é de baixa estatura! É a nossa realidade, temos limitações com as quais temos de lidar. Depois há os outros, que às vezes não nos ajudam: a multidão impede Zaqueu de ver Jesus. Talvez seja também um pouco de vingança", ressalta o Pontífice.

Com o Senhor o inesperado acontece sempre

"Mas quando temos um desejo forte, não nos desanimamos. Encontramos uma solução. Mas é preciso ter coragem e não ter vergonha, é preciso ter um pouco da simplicidade das crianças e não nos preocuparmos tanto com a imagem", escreve Francisco. "Zaqueu, como uma criança, sobe numa árvore. Tinha de ser um bom ponto de observação, principalmente para observar sem ser visto, escondendo-se atrás da folhagem", ressalta.

"Mas com o Senhor o inesperado acontece sempre: Jesus, quando se aproxima, olha para cima. Zaqueu sente-se exposto e provavelmente espera uma repreensão pública. O povo talvez assim esperasse, mas fica desiludido: Jesus pede a Zaqueu que desça imediatamente, quase surpreendido ao vê-lo na árvore, e diz-lhe: «Hoje é necessário que eu fique em tua casa». Deus não pode passar sem procurar os perdidos."

O olhar de Jesus é de misericórdia

O evangelista Lucas "destaca a alegria do coração de Zaqueu. É a alegria de quem se sente visto, reconhecido e, sobretudo, perdoado".

“O olhar de Jesus não é de reprovação, mas de misericórdia. É aquela misericórdia que, por vezes, temos dificuldade em aceitar, especialmente quando Deus perdoa aqueles que achamos que não a merecem. Murmuramos porque gostaríamos de colocar limites no amor de Deus.”

Assumir um compromisso

Depois de ouvir as palavras de perdão de Jesus, Zaqueu "se levanta, como se tivesse ressuscitado da sua condição de morto. E levanta-se para assumir um compromisso: devolver o quádruplo do que roubou. Não é um preço a pagar, porque o perdão de Deus é gratuito, mas é o desejo de imitar Aquele que o fez sentir-se amado. Zaqueu assume um compromisso que não era obrigado a assumir, mas o faz porque entende que essa é a sua forma de amar. Faz isso reunindo tanto a legislação romana sobre o roubo quanto a legislação rabínica sobre a penitência. Zaqueu não é apenas um homem de desejo, é também alguém que sabe dar passos concretos. O seu propósito não é genérico ou abstrato, mas parte da sua própria história: olhou para a sua vida e identificou o ponto por onde começar a sua mudança".

Francisco conclui o texto, convidando a aprender "com Zaqueu a não perder a esperança, mesmo quando nos sentimos excluídos ou incapazes de mudar. Cultivemos o nosso desejo de ver Jesus e, sobretudo, deixemo-nos encontrar pela misericórdia de Deus que sempre vem nos procurar, em qualquer situação em que estejamos perdidos".

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                                                                                                                    Fonte: vaticannews.va

Vale a reflexão:

Eles acham que amam Jesus!

Pe. Zezinho, scj |||||||||||||||||||||||||||||||

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E, pelo que fazem e dizem, pairam sérias dúvidas sobre esse tipo de amor que eles têm por Jesus!

Há muito de fanatismo político no que pregam!

Eu também acho que amo Jesus, mas vivo me perguntando se o amo como deveria!

Eu também preciso reavaliar-me cada vez que alguém me ofende. Não é fácil amar quem nos ofende e nos chama de nomes feios é impublicável! E há católicos que fazem isso!

O problema de certos cristãos combativos é não saber as consequências do que dizem. Quem ama não fere os outros, não julga, não lança calúnias e não quer diminuir os outros.

Mas quando ligo meu celular e acesso à Internet, o que vejo são pregadores diminuindo os outros para dizer que eles são mais verdadeiros do que os outros e que sua igreja é melhor do que a outra.

Não vejo diálogo fraterno naquelas páginas ou blogs. Não amam como um cristão deveria amar. Eu também nem sempre sou sereno! Mas tive pai e mãe amorosos! Faço de tudo para ser sereno, mas dói muito quando alguém nos calunia!

Quem diminui os outros para mostrar que seu santo é mais santo que o santo do outro, ainda não entendeu o básico da fé cristã!

Tudo começa por respeitarmos um ao outro, mesmo que não concordemos em tudo!

Afinal: Somos ou não somos filhos do mesmo Pai e irmãos do mesmo Jesus?

Mede-se o grau de espiritualidade de uma pessoa, não pelas preces que fazemos, mas pelo respeito que temos para com todos!

Isto está faltando em muitas igrejas e em muitos grupos de igreja! Escolheram uma ideologia ao invés de escolher uma teologia! Pz

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                                                                                         Fonte: facebook.com/padrezezinho,sjc

Papa Francisco questiona:

mais tempo com o celular que com as pessoas?
 Algo não funciona.

No vídeo de intenção de oração para abril, Francisco pede para olhar “menos as telas” e “mais nos olhos”. Assim é possível colocar a tecnologia a serviço de todos, especialmente dos mais frágeis, para descobrir “o que realmente importa: que somos irmãos, irmãs, filhos do mesmo Pai”, sem nos distanciarmos dos demais e da realidade. "Rezemos para que o uso das novas tecnologias não substitua as relações humanas, mas respeite a dignidade das pessoas", diz o Papa em voz gravada antes da internação.

“Como eu queria que olhássemos menos as telas e nos olhássemos mais nos olhos!”

Assim começa Francisco na mensagem em vídeo com a intenção de oração para o mês de abril que  o Pontífice confia à Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa. A voz de Francisco foi gravada antes da sua internação de 38 dias no Hospital Gemelli de Roma. O vídeo traz uma preocupação mundial ligada ao uso das novas tecnologias e a exortação do Papa que elas não substituam as relações humanas, mas respeitem "a dignidade das pessoas" e ajudem "a enfrentar as crises do nosso tempo”. Um tema de grande atualidade, especialmente por causa da difusão das redes sociais e do crescente desenvolvimento da inteligência artificial.

"Se gastamos mais tempo com o celular que com as pessoas, algo não funciona. A tela nos faz esquecer que detrás há pessoas reais que respiram, riem e choram. É verdade, a tecnologia é fruto da inteligência que Deus nos deu. Porém devemos usá-la bem. Não pode beneficiar apenas a uns poucos enquanto outros ficam excluídos."

O alerta do Papa para perigos e riscos 

O Papa Francisco recorda, assim, que se a tecnologia não é utilizada bem, pode produzir efeitos negativos. Entre eles estão o isolamento e a falta de relações verdadeiras; riscos como o ciberbullying e o ódio nas redes sociais; além do aumento das desigualdades econômicas, sociais, educativas e de trabalho, por exemplo. Para evitar esses perigos, o Papa convida a colocar a tecnologia a serviço do ser humano, utilizando-a para unir as pessoas e ajudar quem precisa, até para fomentar a cultura do encontro e proteger o planeta:

"O que devemos fazer? Usar a tecnologia para unir, não para dividir. Para ajudar aos pobres. Para melhorar a vida dos enfermos e das pessoas com capacidades diferentes. Usar a tecnologia para cuidar de nossa casa comum. Para nos encontrar como irmãos. Porque quando nos olhamos nos olhos, descobrimos o que realmente importa: que somos irmãos, irmãs, filhos do mesmo Pai."

As novas tecnologias e a família

O cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, faz ecoar as palavras do Papa Francisco: “as novas tecnologias são um importante recurso e instrumento a serviço da família humana. Para que sirvam ao seu desenvolvimento, o seu uso deve orientar-se pelo respeito da dignidade e dos direitos fundamentais do homem. Vamos nos unir ao chamado do Santo Padre, para que o progresso digital constitua um dom para a humanidade, no respeito da dignidade de cada pessoa, da justiça e do bem comum”.

A necessidade de um enfoque ético das novas tecnologias. O vídeo do Papa, realizado neste mês com a colaboração com da Coronation Media, empresa de produção dos Estados Unidos, e o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. “Coronation Media está orgulhosa de apoiar 'O Vídeo do Papa', continuando uma década de serviço à Igreja Católica como premiado estúdio de vídeo e animação”, afirmam os cofundadores, Bill Phillips e Gary Gasse. “Essa colaboração representa um marco significativo no compromisso contínuo da empresa de navegar pela convergência da expressão humana autêntica com as novas tecnologias e meios de comunicação. Foi uma honra apoiar diretamente a oportuna mensagem de Sua Santidade à comunidade eclesial mundial sobre o uso responsável da tecnologia. De um modo muito concreto, apoiar essa mensagem supõe reforçar nossa dedicação ao uso ético das tecnologias emergentes para fomentar o desenvolvimento humano e para coroar o bem em nosso trabalho”.

Os efeitos da tecnologia em nossas vidas

O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, Pe. Cristóbal Fones, afirma que, no vídeo, “o Papa Francisco nos quer recordar que usar responsavelmente a tecnologia supõe colocá-la a serviço da pessoa humana e da criação. Se é usada dessa forma, é também um meio para dar glória a Deus, já que nossas capacidades e nossa criatividade provêm d´Ele. Além disso, o uso ético das novas tecnologias ajuda a cuidar da criação, salvaguarda a dignidade do ser humano e melhora a vida”. Nesse ponto, o Pe. Fones menciona avanços como a facilidade de acesso a uma infinidade de recursos educativos on-line; a telemedicina, os aplicativos dedicados à saúde e os novos instrumentos de diagnósticos; os aplicativos que melhoram a comunicação e que permitem manter contatos ao redor do mundo e inclusive trabalhar em equipe, apesar das distâncias; as tecnologias de reciclagem e as energias renováveis… “A tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta para enfrentar crises globais como a pobreza ou a mudança climática”, afirma.

Porém esse uso ético da tecnologia “requer, sobretudo, que olhemos aos demais com os olhos do coração, que estabeleçamos relações fraternas com os outros, que é o que nos convida o Papa", continua Padre Fones: "o respeito à dignidade de cada pessoa e o bem comum são os princípios que devem guiar-nos no momento de discernir como usar a tecnologia e para quê”. Em resumo, “o Papa Francisco nos exorta a desenvolver uma consciência crítica sobre como usamos as novas tecnologias e seus efeitos em nossa própria vida e na sociedade. E nos anima a fazer e promover um uso responsável das novas tecnologias que favoreça o desenvolvimento humano integral de todos, especialmente dos mais desfavorecidos”.

Em respeito à dignidade das pessoas

No marco do Ano Santo, é bom recordar que uma das condições necessárias para obter as indulgências concedidas por causa do Jubileu é rezar pelas intenções do Pontífice e 'O Vídeo do Papa' apresenta precisamente essas intenções, como a do mês de abril, pelo bom uso das novas tecnologias, que não nos distanciem dos demais e da realidade:

“Rezemos para que o uso das novas tecnologias não substitua as relações humanas, mas respeite a dignidade das pessoas e ajude a enfrentar as crises do nosso tempo.”

Andressa Collet - Vatican News

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terça-feira, 1 de abril de 2025

Sábia reflexão de dom Carlos José para a Quaresma:

Caridade: amar com o amor de Cristo!

“É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação”. (2Cor 6,1-2)

O período quaresmal é o tempo favorável para nos indagarmos: como cumpro os mandamentos de Deus? Para onde a minha vivência pessoal e comunitária está me levando? Rever os próprios passos, examinar atitudes pessoais e comunitárias é essencial para chegarmos à Páscoa renovados na fé e nas atitudes.

Na Quaresma nos é dada a oportunidade de vivermos um verdadeiro retiro espiritual, onde, sob a unção do Espírito Santo, possamos nascer de novo para uma vida mais santa. Entre o saber o que devemos fazer e a pratica dessas atitudes há que se dar um passo corajoso para mudança de hábitos. Jesus nos ensina a prática da caridade e faz dela, a caridade, um novo mandamento de amor!

Ele, o Filho de Deus, nos manifesta, caridosamente, o Amor do Pai que Ele recebeu! E, nos diz: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 15,12). A caridade é fruto do Espírito Santo e da plenitude da lei. “A caridade é paciente, prestativa e não é invejosa, não se ostenta nem se incha de orgulho. A caridade não procura seus próprios interesses e não guarda rancor. A caridade tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Cor 13,4-7).

A prática da Caridade implica em fazer ao outro o que gostaríamos que fizessem conosco. Não é apenas dar algo ao outro, mas é dar-se ao outro! É olhar para o próximo, entender quais são suas necessidades:  materiais ou espirituais? É muito fácil dar algo: um dinheiro, uma comida ou roupas, porém, o mais difícil é dar nosso tempo, nossa palavra e um pouco de aconchego.

Caridade é olhar nos olhos do mais necessitado e, com amor, dar-lhe um pouco de nossa essência. Ao olharmos para Jesus na Cruz, vemos que Ele se deu por inteiro a todos, Ele não selecionou alguns para serem beneficiados pela sua morte! Porque então, nós deveríamos escolher a quem ajudar?

Quaresma é tempo de renovação, de autoavaliação e discernimento. O que eu aprendi de Jesus, eu coloco em prática? Ou simplesmente doo o que me sobra para aliviar minha consciência? Aprender e exercitar a prática da caridade neste tempo quaresmal, nos fará chegarmos à Pascoa definitiva, à vida eterna, com as mãos carregadas daquilo que ofertamos aqui, aos nossos irmãos.

A oração, o jejum, a penitência e a caridade são meios de crescimento espiritual e conversão. Olhemos para a Quaresma como uma excelente oportunidade de purificação interior, para que façamos escolhas que favoreçam a obra que Deus quer realizar em nós e através de nós. “Para onde irei, longe do vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar?”  (Sal 138, 7). Caminhamos para onde dirigimos nossos passos. Que a Virgem Maria, Mãe de Lourdes e Senhora da Quaresma interceda por nossa conversão.

Dom Carlos José - Bispo de Apucarana (PR) 

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                                                                 Fonte: cnbb.org.br        Banner: vaticannews.va

segunda-feira, 31 de março de 2025

Papa Francisco em mensagem nesta segunda-feira:

a alegria cristã é confiar em Deus em todas situações da vida

Francisco recordou a sua internação no Hospital Gemelli em mensagem dirigida aos participantes da II Assembleia Sinodal das Igrejas na Itália que começou nesta segunda-feira (31/03). Ao retomar o título das "Proposições" sobre "alegria plena" que serão analisadas e votadas, o Papa disse que "a alegria cristã é para todos", se realiza nos meandros do cotidiano, "não evita a cruz, mas brota da certeza de que o Senhor nunca nos deixa sozinhos": como tem sido a atual experiência de Francisco.

O Pontífice em foto de arquivo durante o Sínodo dos Bispos em outubro de 2024  (Vatican Media)

O Papa Francisco enviou uma mensagem nesta segunda-feira (31/03) aos cerca de mil participantes da II Assembleia Sinodal das Igrejas na Itália que começou na Sala Paulo VI, no Vaticano. No encontro, com trabalhos em grupos previstos até a próxima quinta-feira (03/03), cerca de mil bispos, delegados diocesanos e convidados irão analisar e aprovar as Proposições, fruto do discernimento eclesial no caminho comum dos últimos anos e relativas a três dimensões da conversão sinodal e missionária: renovação das práticas pastorais, formação e liderança.

A primeira assembleia foi realizada em novembro na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, ocasião em que o Papa Francisco também enviou uma mensagem de encorajamento para que, o que foi colhido nestes anos como uma Igreja aberta e em escuta do Espírito, fosse traduzido em escolhas e decisões evangélicas, sem vitimismos e fechamentos. De volta à capital italiana para a segunda assembleia, o Pontífice deu as boas-vindas para aquela que é "a última etapa do percurso, pastoral e social que vocês percorreram nos últimos cinco anos", entre iniciativas, encontros e boas práticas.

A alegria cristã é para todos

Ao retomar o título das Proposições, “Para que a alegria seja plena”, o Papa Francisco recordou em mensagem a sua internação de 38 dias no Hospital Gemelli de Roma e o seu período atual de recuperação na Casa Santa Marta:

"A alegria cristã nunca é exclusiva, mas sempre inclusiva, é para todos. Se realiza nos meandros do cotidiano e na partilha: é uma alegria de horizontes amplos, que acompanha um estilo acolhedor. É um dom de Deus – lembremo-nos sempre disso –; não é uma alegria fácil, não nasce de soluções cômodas para os problemas, não evita a cruz, mas brota da certeza de que o Senhor nunca nos deixa sozinhos."

“Eu mesmo experimentei isso durante minha internação no hospital e agora neste tempo de convalescença. A alegria cristã é confiar em Deus em todas as situações da vida.”

Durante os dias de assembleia, finalizou o Papa na mensagem, "vocês terão a oportunidade de aprofundar e votar as Proposições, fruto do que surgiu até agora e um eixo para o futuro das Igrejas na Itália. Deixem-se guiar pela harmonia criativa que é gerada pelo Espírito Santo. A Igreja não é formada por maiorias ou minorias, mas pelo povo santo e fiel de Deus que caminha na história iluminado pela Palavra e pelo Espírito. Sigam em frente com alegria e sabedoria! Eu os abençoo. Por favor, continuem a rezar por mim. Obrigado e bom trabalho!".

Andressa Collet - Vatican News

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                                                                                                                    Fonte: vaticannews.va